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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Livreto: Era Uma Vez uma Índiazinha

Sonho com uma humanidade Sem medo do semelhante Frescor, vento natural, corações, portas e janelas abertas. Crianças na chuva brincando na enxurrada. Certeza de poder confiar e abraçar a todos. Animais, pomar, horta, lindo jardim, dálias e esperanças. Sonho com a humanidade confiando e acreditando em seu semelhante Todos livres como um passarinho https://drive.google.com/file/d/1WvTDtoO720DTB-achIU5RCyv6jS4I4ie/view?usp=sharing

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A MÁGICA DO SAPINHO


 Certo dia, durante o intervalo na Escola NOVO CAMINHAR, um grito estridente da Rayra... Sua voz era um misto de alegria, espanto e admiração: Um lindo sapinho!!! Todos correram para admirar a descoberta da colega. Mas ele é muito feio... barrigudo, olhos estufados..., replicou a Polyanna. Coitadinho... Disse a Viviana... Alguns chegavam bem perto, outros, com medo, procuravam um local apropriado para ver de longe.

Gabriel, que não perde uma oportunidade, se aproximou e aproveitando a descoberta, iniciou uma série de perguntas, sobre o estranho animalzinho: Quem sabe a que classe pertence o sapo? Os estudantes da 4a. série que estavam presentes responderam em peso: A classe dos batráquios... Como é a pele dele? Parece que está cheia de verrugas. Observou o Eddie. Isso mesmo é verrucosa... Será que ele tem voz? Pergunta a professora Gracielle. A professora Juliana se lembrou do teste de Português, que os professores fizeram no recesso de julho e respondeu... Tem sim... e recebe vários nomes: coaxar, gargarejar, roncar, rouquejar... dizem que ele fica com um enorme papo quando canta... Gabriel com suas palhaçadas perguntou: Que significa chamar alguém de sapo? A professora Evelin respondeu depressa: São os que ficam quietos, olhando, assistindo um jogo. A Diretora que se aproximou para verificar que tumulto era aquele completou: Já ouvi dizer que fiscais secretos, que todos temiam nos meus tempos de Faculdade, são também chamados de “sapos”. Professora, disse a Rayanne, meu irmão diz muito que a minha mãe vive “pagando sapo”, o que significa? A professora Vilmacy, explica: É uma gíria, usada pelos adolescentes, quando alguém está sempre “no pé”, dando bronca, brigando, chamando a atenção... ou faz algo que passe vergonha neles. Será que este animal está em extinção? Pergunta Natalia. Ninguém tinha certeza e todos se propuseram a pesquisar. O que vamos fazer com ele? Perguntou a professora Lucilene. Quase todos opinaram: Roosevelt disse: Vamos escondê-lo!? Por que e de quem?... Comenta Elis... E se a gente construir uma casinha para ele? Sugere Felipe Travassos. Para ele não fugir, vamos fechá-lo na sala dos computadores... Disse o Mark Bryam. Nicole, que é deficiente auditiva, começou a fazer sinais que foram percebidos por Amanda que pediu para que todos olhassem: É muito quente... Já sei, vamos pedir licença as tartarugas e aos pássaros para ele morar na casa deles... Propõe o Erik. Quem o levará para lá? Começaram todos a conjecturar...

Todos tinham medo ou nojo, ou ambos... O problema foi resolvido quando chega o corajoso Gilson que o pega pelo pescoço e o leva até o tanque das tartarugas... Ele ficou assustado com os donos do viveiro e, imediatamente, se escondeu, embaixo da parte coberta do tanque. Todos voltaram para as salas de aula e, a tarde inteira, comentavam sobre o sapinho.

No dia seguinte todos os que chegavam a escola passavam antes pelo viveiro para visitar o seu mais novo morador. Durante uma semana só se falava no sapinho, na escola NOVO CAMINHAR, as pesquisas sob a coordenação da Natalia, concluíram que:

          Na Austrália, duas espécies de sapos desapareceram na década de 80.

          A pele do sapo facilita a absorção de produtos químicos vitimando muitos.

          Os ecologistas examinando os sapos descobrem a saúde do meio ambiente em que ele vive.

          Sapo é vertebrado da classe dos anfíbios e ordem dos batráquios.

          Existem mais de 150 espécies de sapos.

          No Brasil o sapo Cururu é um devorador de insetos que comem as plantações e por isso são muito úteis.

          O sapo procura uma toca para se esconder no inverno ou quando o tempo está muito seco.

          O sapo gosta mais de sair à noite.

          Na nova casa do sapo, além dos pássaros e tartarugas ainda recebem visitas de outros animaizinhos como as borboletas, as formigas, as joaninhas, as lagartas... até beija-flor já apareceu por lá... e o gatinho que fica horas desejando lá entrar para abocanhar um dos passarinhos.

          Atrás dos olhos do sapo tem uma glândula que ejeta um veneno que irrita os olhos de quem tiver lhe incomodando. Os venenos ejetados por algumas espécies causa paralisia e até a morte de animais como os cachorros.

          No Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros no Estado de Goiás vive um pequenino sapo, de cores vibrantes, muito venenoso. Pode até matar as pessoas. 

          O sapo anda aos pulos ou engatinha.

Quando ouviu esta última informação Bruna concluiu: Então ele vai pular corda com a gente.

Foi muito bom ter aparecido um sapinho na escola. Todos, aprenderam muito... sob a orientação da professora Andréia, criaram textos, fizeram ditados, escreveram redações, pesquisaram, desenharam, fizeram colagens e dobraduras, cantaram músicas e... na prova bimestral a professora Luciane explorou o que todos aprenderam.

O mais interessante, para toda a turma, foi saber que os filhotes do sapo são chamados girinos e nascem de ovos postos dentro da água onde vivem, como um peixinho, uns tempos, de um até três meses...

E o sapinho da escola??? Será que ele ficou morando no viveiro?!... Bem, todos decidiram que ele deveria ser levado para a beira do Lago Paranoá, onde seria solto para viver em liberdade... e, com uma mágica Gabriel fez com que o sapo desaparecesse da escola e aparecesse em sua nova moradia.

Todos da escola sentem saudades do sapinho, o responsável por tanta descoberta!!!

Todas as criaturas possuem um papel importante na continuidade da vida na terra.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A FORMIGUINHA QUE SOFREU BULLYING

Na área pública, em frente à Associação JACOMINESP, apareceu um formigueiro. A terra vermelha se amontoava ao lado do asfalto. Certamente, ele se estendia em enorme galeria por debaixo da terra. Eu e as crianças lideradas pelo Lucas, pesquisando, desvendamos que as formigas vivem em colônias organizadas em torno de uma rainha, a mãe de todas, onde cada uma tem uma função. A maioria são formigas operárias, que protegem a colônia e cuidam dos alimentos e dos ovos da rainha. Elas se revezam no trabalho: um grupo trabalha e outro descansa. As formigas de asas que recebem superalimentação serão as rainhas. O que mais se admira nas formigas é a grande força. Carregam objetos muito maiores e mais pesados que elas. Trabalham em grupos colaborando umas com as outras. Ficamos tão empolgados que tive um sonho interessante. Tomamos uma poção para encolhermos e ficarmos invisíveis e entramos no formigueiro. Duas operárias descobriram que entre os filhotes uma apresentava parte do corpo verde azulada. Foram comunicar à rainha que logo disse que o nome dela seria Cyan que significa verde azulado. Ela pode ter uma doença ou uma síndrome, disse a rainha. Todos os dias entravamos no formigueiro, curiosos com o que ia acontecer com a formiga azul. Com o passar dos dias Cyan foi ficando cada vez mais azul e sofria com a rejeição devido ao preconceito. Era chamada de orgulhosa, diziam que ela pensava ser um pedaço do céu. A diferença de cor de Cyan fazia com que suas companheiras se afastem dela. Ninguém queria ser vista ao seu lado nem conversavam com ela que sofria muito com a solidão, os olhares atravessados e os apelidos que recebia. Parece dois mirtilos grudados, comentavam, devia se chamar Hortência. Vá morar no pomar ou no jardim sua indiscreta. A rainha tentava consolá-la: até tem o lado bom Cyan, a cor azul significa calma, paz, simboliza a lealdade, a fé, tranquilidade e compreensão. Vou conversar com o grupo. O que estão fazendo é preconceito e bullying. Cyan estava sendo vítima de bullying palavra alemã que significa: “valente agressor controlador intimidador, sádico, atos de zombaria, deboche, caçoamento humilhação“. Quando acontece, está relacionado a atos de agredir, bater, colocar apelidos, excluir, humilhar, insultar, isolar, perseguir, roubar, sacanear, zoar. Quem pratica estes atos deve se colocar no lugar do outro, ao invés de bullying praticar a empatia, repensando a forma com que agem para que essas pessoas parem de sofrer. Cada dia Cyan se tornava mais azul, mais bonita e trabalhadora. Um dia a rainha chamou o formigueiro e anunciou que Cyan seria uma rainha e iria formar seu próprio formigueiro. Como todas as formigas haviam entendido o quanto tinha feito Cyan sofrer, resolveram fazer uma festa de despedida com todas fantasiadas, pintando o corpo de várias cores e pedindo desculpas. Cyan desculpou dizendo que todos podem cometer erros, mas quando resolvem parar de errar merecem o apoio para viverem como bons amigos.

domingo, 26 de julho de 2020

BRANQUINHO

Com muito sacrifício, Seu Geraldo conseguiu comprar a tão sonhada chácara. Agora, Branquinho teria seu próprio lar, um pasto só seu. Para Branquinho, não era mais necessário viver em pastos alugados, aqui e ali. Na chácara o espaço a ele destinado era pequeno, mas o capinzal era bem formado e a água direto da nascente o atravessava em toda a extensão. Sabem quem era Branquinho? Era um lindo e forte cavalo branco, com a crina loura, imensa, a enfeitar seu lindo pescoço. Era o cavalo mais dócil que existia naquela Vila. Os seis filhos do Sr. Geraldo e Sra. Maria faziam dele “gato e sapato”. Dava-lhe banho, o penteava todo, abraçavam-lhe, trançavam-lhe o rabo e a crina, podiam até passar embaixo dele. Montavam até cinco crianças ao mesmo tempo, naquele lombo gordo e macio, até mesmo em “pêlo”, às vezes só com cabresto sem o “freio” que consideravam “terríveis” para o cavalo e não gostavam de usar. Ficar com aquele ferro grosso, em forma de gota, enfiado na boca! A compra de Branquinho foi uma troca por um rádio velho. Quando ele chegou, todo garboso, ficou meio desconfiado. Veio de uma fazenda e, as crianças de lá o tratavam tão bem que ele resolveu ser o cavalo mais manso que já existiu na ”face da terra”. As crianças que agora eram seus donos, logos ganharam sua confiança. Conversavam com ele, cuidavam e o alimentavam com todo carinho. Ele fazia questão de retribuir. Levava-os para as fazendas do Tio Baltazar e do vovô José, para o moinho levar o milho e trazer o fubá, para o campo colher frutos silvestres que naquela região eram abundantes: pequi, baco-pari, caju, murici, goiabinha do campo, mangaba, jurubebinha, mama-cadela, marmelada do campo; levava o almoço para os “peões” que trabalhavam na roça e, a maior das aventuras: adentrar numa matinha densa onde havia a nascente que atravessava o pasto. Ali havia periquitos, miquinhos, uma enorme variedade de plantas e de flores. Ah! As flores, as mais lindas eram as orquídeas silvestres, eram tantas e de tantos tamanhos e cores que deixavam as crianças extasiadas. E as borboletas? uma infinidade de lindíssimas borboletas multicores, de várias formas e tamanhos. Pareciam florea voando.
Entre o pasto e a matinha, havia o “brejo” ali, as canas-de-macaco com suas lindas flores, parecendo um pequeno cacho de “bananas rochas”, misturadas às flores brancas de “São José” com seu perfume que era sentido ao longe e as frutas: os abacaxis do mato, as lindas e vermelhas frutas de “São Caetano”, deliciosas e os juás comestíveis. Ao saírem a mãe recomendava: Não comam frutas amargas, azedas ou picantes, podem ser venenosas. Para atravessar o “brejo” e chegar até a mata, até o “Japi” o lindo cachorro policial do único “irmão homem” da família, tinha que subir no lombo de Branquinho para atravessar o pântano que era um “atoleiro”. Branquinho, além de sempre estar mais gordo que qualquer outro cavalo das redondezas, tinha que atravessar aquele terreno úmido e escorregadio até com cinco crianças e um cachorro “no lombo”. Atolava até quase metade das patas, mas era forte e conseguia avançar. Ficava até engraçado, todo sujo de lama preta. A caçula, desde os primeiros meses já era acostumada a andar no Branquinho. Claro que era levada dentro de pequeno lençol ou uma toalha amarrado ao pescoço de sua irmã mais velha ou de sua mãe, formando uma redinha. Branquinho era muito inteligente, bastava ser guiado, uma única vez, por qualquer estrada que aprendia o caminho e das vezes seguintes, seguia sozinho. Quando estava a pastar saboreando seus manjares de capim e avistava uma das crianças, relinchava de alegria e ia encontrar com seu pequeno dono, parecia saber que algo de bom lhe esperava. Era um delicioso milho, eram passeios inesquecíveis por lugares novos e lindos. Outros cavalos corriam, se escondiam, mas Branquinho que adorava seus donos, até mesmo na fazenda do vovô José, que os outros iam explorar lugares novos, Branquinho permanecia por perto, até porque, ouvia muitas histórias de que “por aquelas bandas” haviam onças pintadas, perigosas, comedoras de animais e loucas por carne de cavalos. Todos diziam que: quando uma onça avistava um cavalo ele estava perdido, ela pulava em seu pescoço e cravava seus grandes dentes em local de grandes veias matando-o por hemorragia. Comia até fartar e escondia o restante para comer nos dias seguintes. Os outros cavalos e suas famílias adoravam se esconderem, correr para longe dos donos, para se livrarem do trabalho pesado. Branquinho sabia que era um animal de carga, só corria para exercitar seus músculos, aguentar cada vez mais peso e agradar seus pequenos donos. Dizem que os cavalos mansos são troteiros, quer dizer, não são bons de marcha. Branquinho confirmava esta versão. Por isso as crianças gostavam de galopar, pareciam que iam levantar voo e não sentiam tanto os arrancos que provocavam o trote. Infelizmente, logo aquela maravilhosa matinha seria destruída, derrubada e queimada, transformaria em “roça” de arroz, milho e feijão, um pequeno canavial e um pomar com: abacaxis, mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, limeiras, laranjeiras, limoeiros, amoreiras e bananeiras. O que o Sr. Geraldo fez, foi o que achava certo, precisava plantar para sustentar a família. Não tinha a menor ideia do mal que estava causando a natureza destruindo uma das últimas matas daquelas redondezas. No primeiro ano a produção foi enorme, o arrozal cresceu tanto que cobria qualquer adulto. No entanto, o terreno, sem as condições naturais, deixou de produzir, pois foi perdendo os nutrientes em poucos anos, só serviria para o capim. Onde havia culturas perenes ou passageiras, só restou pastagem. Branquinho era tão afeiçoado aos seus donos e tão inteligente que um dia, antes da compra da chácara, quando estava em um pasto alugado, teve um convite dos outros equinos para fugirem pois um senhor, bêbado havia cortado a cerca de arame. Ele aceitou o convite, mas o que os outros não sabiam era que ele pretendia ir até a Vila, para a casa de seus donos, pois estava com saudades. A alegria foi imensa quando os irmãos viram Branquinho chegar. Branquinho fazia inveja a todos os outros animais domésticos da região, era o mais querido, o mais bem cuidado e o mais amado de todos eles. Por isso não se importava de trabalhar e cumpria suas obrigações com a maior boa vontade e rapidez possível. Ainda bem, pensava ele, que os animais domésticos não estavam em extinção como aqueles macaquinhos e muitas daquelas plantas destruídas quando a mata foi derrubada, roçada e o pior de tudo queimada. Branquinho gostava de observar seus pequenos donos, sempre ficava na beira da cerca para vê-los brincar de Esconde-esconde, Queimada, Rola-colchão, Ricos e Pobres, Ciranda Cirandinha, Fui no Tororó, Seu Virão, Margarida no Castelo, Pula-corda e muitas outras brincadeiras interessantes e divertidas. À noite, brincavam à luz da lua, não havia energia elétrica naquela Vila. No entanto havia uma pequena casinha, ou melhor, um rancho de capim, que deixava Branquinho curioso. Do pasto ele a avistava. Ali as pessoas entravam e saíam, levavam e traziam sacos com algo que ele gostaria muito de saber o que era. A casinha estava estrategicamente colocada onde havia uma depressão e a passagem de água que vinha da nascente provocava uma pequena cachoeira. O tempo todo se ouvia um barulho de água derramando, despejada de um local alto, e a seguir um baque surdo se seguia. Uma parte, parecida com uma “gamela” podia ser vista passando para fora da casinha. Era ela que se enchia de água e derramava fazendo subir outra parte comprida, dentro da casinha, em cuja ponta havia uma “mão de pilão” que batia “socava”, os alimentos como arroz, café, milho para tirar a casca e, até mesmo carne seca para preparar “paçoca”. Era o “monjolo” um engenho de grande utilidade para aquela família. Era uma forma rudimentar de aproveitar a força da água. A “casinha do monjolo” era coberta e fechada para proteger os alimentos da chuva e dos animais. Branquinho também invejava o boi que movia o pequeno engenho de moer a cana-de-açúcar para fazer a “garapa” o melado de cana, a rapadura e o açúcar de engenho. Bem sabia ele que também era capaz de movê-lo, tinha força e capacidade, mas nunca lhe atribuíram aquele serviço.
A vida daquela família, na zona rural, era bem diferente da vida das pessoas na zona urbana, na cidade. Ali havia sossego e paz, toda a alimentação era natural, produzida ali mesmo, sem hormônios, sem agrotóxicos, comia-se: “umbigo” de bananeira, folhas de batata e flor de abóbora. Colhia-se “Maria Nica” uma planta encontrada na beira dos rios, nos “brejos” que era comida crua. No meio do arrozal colhia-se serralha, usava-se Erva Santa Maria, também conhecida como Mastruz como vermífugo, e para má digestão Mentrasto e Losna, para o coração, Alecrim, para gripe chá de casca de laranja ou limão com mel silvestre. Há até uma história inacreditável sem explicação, quando a mãe das crianças curou um “mal-de-sete-dias”. https://rosacriarecriar.blogspot.com/search?q=m%C3%A3e A tranquilidade era tanta que ninguém se preocupava com a segurança. Um dia esqueceram a porta da casa aberta e todos acordaram com o barulho das ferraduras de branquinho no cimento da sala. Para aquelas crianças, o parque era a floresta, as árvores eram sobes-sobe, os balanços eram os cipós, os troncos eram os escorregadores e os rios e lagoas eram as piscinas naturais. Quantas vezes, Branquinho ia com seus pequenos donos, até a gruta da “pedrona” que deve ter uns 30 metros de altura com uma “pingueira” que vem do topo e uma gruta escura cheia de insetos e quem sabe animais perigosos, peçonhentos. As crianças não se atreviam a entrar na gruta senão Branquinho entraria também e enfrentaria qualquer perigo para explorá-la. As crianças cresceram e se mudaram para a Capital da República. Branquinho morreu velho e saudoso, mas com maravilhosas recordações do tempo em que era o mais garboso e querido cavalo do mundo.

Dia da compreensão